terça-feira, 2 de julho de 2013

Amélie,

eu aceito a condição e deixo o tempo me levar. há tanto para se aprender e nunca é o bastante. você se suga como se não pudesse assim morrer. não é monstruoso até perceber que todos os outros são iguais à você. não tem vida, sabe? a existência não tem vida. são passos, caminhos, falas, gestos planejados. nada com muita propriedade. a simplicidade passa com o ar, feroz e veloz, querendo que alguém corra atrás dela, mas você nem ao menos levanta as mãos para tentar agarrá-la. procura o brilho dos teus olhos, menina. apoia teu corpo nas pontas dos pés e repara como dói: é preciso mais de um ponto de equilíbrio para não se deparar com a dor. acha a paz. ela não se esconde, é você quem não a vê. deixa teu destino correr. e aceita que, no final, é a morte quem vai lhe agradecer. faz do teu viver uma história pra contar

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