sexta-feira, 12 de julho de 2013

As estações do amor.

Era um fim de tarde quente de primavera, quando a vi andando por aí. Como uma flor que desabrocha nesta época do ano, este sentimento floriu aqui dentro de mim, e como um beija-flor que persegue sua doce e delicada flor, eu fui até você. No início do verão provamos do gosto da paixão, tão quente e intensa quanto a temperatura que nos envolvia. O amor queimava estampado em nossos rostos. Éramos como adolescentes, no início de uma paixão, bobos e intensos. Mas logo o verão se foi, e com ele levou o calor que alimentava o nosso amor, deixando-nos sem alternativas, senão o fim. O frio outono chegara, e este se fez o pior, já que nesta estação colhi os furtos do pós-amor, e esgotado de esperanças, cultivei solidão, insônia e uma safra inteira de arrependimentos que mofaram com o tempo e impregnaram-se em minh’alma. E aqui estamos, no inverno, estação dos amantes, do frio e quem sabe até de recomeços. Vivo acolhido na frieza que instalou-se em meu ser, aconchegado no vazio que restou do nosso amor, coberto de expectativas, apostando tudo que tenho, nestas simples gotículas de chuva que descem dos céus, na espera de que toda essa água que me atinge agora, me limpe, e leve com ela, as mágoas que aqui se instalaram ao fim do verão passado, deixando-me assim, pronto para mais uma primavera.

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