terça-feira, 2 de julho de 2013
já que não durmo, escrevo
eu não consigo fechar os olhos sem esvaziar a mente - o coração - de todos os pensamentos seus que vem por engano a mim.
não consigo enterrar os pertences seus que ficaram na minha vida, porque eles são como lixo tóxico, não podem ser descartados em qualquer lugar. por isso os guardo aqui dentro - de mim - e arco com as consequências de ser um recipiente de velharias esquecidas.
mas talvez estas lembranças, esta sua vida que antigamente era tão unida a minha, não sejam descartáveis. ao menos não para mim, que me apeguei a qualquer sobra sua, embora saiba que você é como um bolo que se foi por inteiro e ficaram apenas os farelos. mas, os farelos ainda possuem teu gosto, e meu paladar é tão viciado no teu gosto quanto meu coração é viciado em você. e já que não te tenho, restam apenas as lembranças para eu não morrer por abstinência de você.
(clichê, mais um. assim como as lembranças suas, que nascem a cada momento inesperado, como se fossem últimas, como se fossem apenas “mais uma")
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