quarta-feira, 3 de julho de 2013

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“Se eu tenho medo de olhar para o céu? Não. Eu tenho medo de olhar para baixo, de um penhasco, de uma ponte, de um avião. Tenho medo de olhar para o fundo de um poço escuro, de um lago inerte, de uma escada íngreme. Tenho medo de olhar a escuridão, não o infinito, o horizonte e as estrelas. Porque o céu me vê quando eu espio a constelação daqui de baixo. O céu me olha de volta quando eu o olho, esperançosa. Da mesma forma como o precipício enxerga por dentro de mim quando olho para dentro dele. E existe coisa mais bonita do que ser notada pelo universo? E coisa mais temível do que ser vista por um penhasco fundo? Buscai as coisas do alto, olhai para o céu quando o peito pedir socorro e a voz não ecoar. Quando tudo parecer perdido, quando o chão for duro demais. Quando escurecer e o dia não vier, olhai o infinito, que ele olha para você.”

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